FormaOS

Estoque de filamento

Estoque de oficina de impressão 3D não é estoque de produto: é matéria-prima medida em gramas, comprada em rolos, com preço por quilo que muda a cada compra. Baixar “uma unidade de PLA preto” quando a peça consumiu 47 g não controla nada.

Como o saldo se mexe

  • Entra pela compra, com o preço daquela compraO pedido de compra ao fornecedor, ao ser recebido, dá entrada no estoque. É o que mantém o custo por quilo colado no mercado sem ninguém revisar cadastro.
  • Sai pelo apontamento da produçãoQuando a ordem é apontada, o consumo baixa por cor. A peça que falhou baixa o que gastou até parar — porque esse filamento foi embora de verdade.
  • Sai pela venda de balcãoO PDV baixa na hora, pela lista de materiais do produto. Sem isso, a peça vendida no balcão continuaria no saldo até alguém perceber.
  • Todo movimento fica registradoCom origem: qual ordem, qual venda, qual compra. É a razão de material — dá para reconstruir por que o saldo está no número em que está, sem depender de quem lembra.

Lista de materiais: de que a peça é feita

Um chaveiro não é só filamento. Ele leva um ímã, às vezes uma corrente, e sai numa caixinha. Cada um desses itens tem preço, e digitar “embalagem: R$ 0,90” a cada orçamento é o caminho para o dia em que a caixinha subiu e ninguém atualizou os cinquenta produtos que a usam.

Com a lista de materiais cadastrada no produto, o custo dos insumos entra sozinho — no orçamento e na venda de balcão. Variante com corrente pode ter a própria lista, que substitui a do produto em vez de somar (somar faria o ímã entrar duas vezes, que é o erro clássico desse recurso em outros sistemas).

O custo do filamento e da hora de máquina não moram aqui: eles vivem na ordem de produção, porque dependem de quanto tempo a peça ficou na máquina. Somar só os insumos e chamar o resultado de “custo do produto” seria mentir na tela da margem — e a tela diz isso em voz alta em vez de esconder.

O que isso muda no preço

Custo de material errado contamina tudo que vem depois: orçamento, margem, decisão de desconto. Vale conferir como a linha de material entra na conta completa no guia de precificação.

Perguntas frequentes

  • Como controlar estoque de filamento sem contar rolo a rolo?O saldo cai quando a produção aponta o consumo, por cor. Contagem física continua existindo, mas passa a ser conferência de vez em quando — e não a única fonte de verdade. A diferença entre o saldo do sistema e a prateleira é o que revela falha não apontada ou consumo que ninguém registrou.
  • O preço do filamento muda a cada compra. Como o custo acompanha?A entrada por pedido de compra registra o preço daquela compra. O custo por quilo acompanha o que você realmente pagou, em vez de ficar parado no valor cadastrado quando o material foi criado — que é como uma oficina descobre, meses depois, que estava orçando com o preço do ano passado.
  • Dá para saber de que um produto é feito?Dá. Cada produto tem a lista de materiais: os insumos que ele leva — parafuso, ímã, caixinha, embalagem — com quantidade. Assim o custo aparece na venda de balcão também, e não só no orçamento. E quando o parafuso encarece, dá para ver todos os produtos que o usam.
  • O saldo pode ficar negativo?Não. Ele é bloqueado, e um apontamento errado se desfaz por um movimento de estorno, não por alguém corrigir o número na mão. Saldo ajustado à mão é como um estoque deixa de ter história — e sem história não dá para descobrir onde ele começou a divergir.

Comece pelo orçamento de uma peça

Cadastre um filamento e uma impressora, monte um orçamento e veja a margem aparecer. Dá para fazer em dez minutos, e já responde se o seu preço de hoje está de pé.

Criar minha conta

Teste de 14 dias com tudo liberado. Sem cartão para começar.