FormaOS

ERP para impressão 3D

ERP é uma palavra de sistema grande, e o que uma oficina de impressão 3D precisa não é tamanho: é que o custo de uma peça que ainda não existe seja calculado certo, e que esse número atravesse o orçamento, a produção, o estoque e o caixa sem ser redigitado. Esta página descreve os módulos que isso exige e onde um ERP de comércio quebra.

Onde um ERP genérico quebra

Não é falta de recurso. É que a fábrica de peça sob demanda contraria três suposições que todo ERP de comércio faz.

O produto não tem preço de compra

O ERP espera um custo de aquisição por item. Aqui o custo nasce de uma fórmula que muda com o tempo de impressão e com qual máquina rodou. Sem campo para isso, o custo vira um número digitado — e número digitado envelhece no dia em que o filamento sobe.

O estoque não é de produtos

É de matéria-prima medida em gramas, comprada em rolos, com preço por quilo que muda a cada compra. Baixar “1 unidade de PLA preto” quando a peça consumiu 47 g não controla nada.

A capacidade é hora de máquina

O recurso escasso não é dinheiro nem espaço: é a hora de impressora. Um ERP que não sabe disso aceita alegremente um pedido que ocupa quatro dias de máquina por um preço que não paga os quatro dias.

Os módulos que um ERP de impressão 3D precisa ter

Na ordem em que um pedido atravessa a oficina, e não na ordem do catálogo de um fornecedor de software.

  • Cadastro de material por quilo, não por unidadeCada filamento com preço por quilo, densidade e diâmetro. É o que permite converter gramas em reais sem ninguém fazer regra de três na calculadora do celular. Peça de várias cores entra com o peso de cada cor separado, porque uma cor especial três vezes mais cara não pode desaparecer dentro de um custo médio.
  • Cadastro de máquina com custo por hora e potênciaO valor da impressora dividido pela vida útil que você espera dela dá a depreciação por hora. A potência média em watts dá a energia. São dois números por máquina, preenchidos uma vez, e sem eles metade do custo de qualquer peça fica invisível.
  • Motor de preço com política versionadaMargem-alvo, imposto, taxa de canal, reserva de falha e piso de preço guardados como uma regra com número de versão — não como valores soltos numa tela. Quando a regra muda, os orçamentos antigos continuam calculando pela regra que estava valendo no dia em que foram feitos.
  • Orçamento com aprovação registradaO cliente abre um link, vê as peças e aprova sem criar conta. O que foi aprovado fica congelado: mudar depois gera uma versão nova, com histórico. É o que encerra a discussão de duas semanas depois sobre qual era o valor combinado.
  • Ordem de produção com apontamento de consumoA fila das impressoras, o que cada uma está rodando, o consumo real apontado por cor e o registro das falhas. A reimpressão herda a rastreabilidade da peça original, então o retrabalho aparece no custo em vez de sumir.
  • Estoque com razão de materialCada baixa vira um movimento auditável, com origem. Saldo não fica negativo, e um apontamento errado se desfaz sem alguém corrigir o número à mão — que é como um estoque para de bater com a prateleira.
  • Financeiro ligado ao pedidoContas a receber e a pagar nascendo do pedido e da compra, cobrança por link do seu próprio gateway e conciliação. O dinheiro cai direto na sua conta — a plataforma não fica no meio do caminho do seu recebimento.
  • Compras e reposiçãoPedido de compra ao fornecedor que, ao ser recebido, dá entrada no estoque pelo preço daquela compra. É assim que o custo por quilo acompanha o mercado sozinho, em vez de ficar parado no valor cadastrado há um ano.
  • Vários usuários com papéisOperador de balcão, produção e administração veem telas diferentes. Custo e margem só aparecem para quem tem permissão de ver custo.
  • Fiscal, quando a operação exigeEmissão de nota com a classificação fiscal do produto. No FormaOS é um módulo à parte justamente porque tem custo por nota, e cobrar isso de quem não emite seria cobrar por nada.

O teste de dez minutos

Antes de contratar qualquer sistema de gestão para impressão 3D, faça esta conta nele: cadastre um filamento com o preço que você pagou no último rolo, cadastre uma impressora com o valor que ela custou, e monte um orçamento de uma peça de 48 g e 3 horas e meia.

Se o sistema devolver um custo com as linhas separadas — material, máquina, energia, mão de obra, falha — ele entende o seu negócio. Se devolver só o preço do filamento vezes um multiplicador, ele é uma planilha com tela bonita, e você vai continuar fazendo a conta difícil por fora.

Dá para fazer esse teste sem instalar nada e sem cadastro na calculadora aberta — ela roda o mesmo motor de custo do FormaOS e mostra as linhas separadas.

Perguntas frequentes sobre ERP para impressão 3D

  • Qual a diferença entre um ERP para impressão 3D e um ERP comum?A unidade de custo. Um ERP de comércio parte do princípio de que você compra uma peça pronta por um preço e revende por outro — a margem é a diferença. Numa oficina de impressão 3D a peça não existe até ser fabricada, e o custo dela depende de gramas por cor, horas de uma máquina específica, potência dessa máquina, minutos de acabamento e da chance de a impressão falhar. Nenhum ERP genérico tem esses campos, então o custo acaba digitado à mão, peça por peça — que é o mesmo que não ter ERP.
  • Vale a pena um ERP se eu tenho duas impressoras?Vale quando a pergunta “quanto essa peça custou de verdade” passa a ter valor em dinheiro, e isso costuma acontecer bem antes da terceira máquina. Com duas impressoras já dá para vender quinze peças por semana, e quinze preços chutados por semana são o suficiente para o lucro do mês não bater com o esperado sem ninguém saber por quê.
  • Preciso emitir nota fiscal pelo sistema?Só se a sua operação emite. No FormaOS o fiscal é um módulo separado, que se contrata à parte, porque ele tem um custo por nota emitida que não faz sentido cobrar de quem opera como MEI e não emite. O restante do sistema funciona inteiro sem ele.
  • Dá para mais de uma pessoa usar ao mesmo tempo?Dá, e com papéis diferentes. Quem opera o balcão não precisa ver o custo do material nem a margem; quem produz precisa ver a fila e apontar consumo; quem administra vê tudo. O custo da peça só aparece para quem tem permissão de ver custo — o que importa quando o balcão é atendido por alguém que não é sócio.
  • Meus dados ficam presos no sistema?Não. Cliente, produto, material e movimento de estoque saem em planilha. Um sistema que dificulta a saída está te prendendo pela porta, não pelo serviço.

Veja o custo de uma peça sua

Cadastre um filamento e uma impressora, monte um orçamento e compare o preço que o sistema sugere com o que você cobra hoje. São dez minutos e a resposta costuma surpreender.

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