Calculadora de custo e preço para impressão 3D
Preencha o peso e o tempo que o seu fatiador mostrou e veja o custo real da peça separado linha por linha — filamento, hora de máquina, energia, preparo, acabamento, embalagem e a reserva para as impressões que falham. O preço de venda sai com a margem já embutida, e a margem que aparece é a de verdade: a que sobra depois de imposto e taxa de pagamento.
Grátis, sem cadastro e sem envio de dados. É o mesmo motor de cálculo que roda dentro do FormaOS.
A peça
A sua oficina — máquina, energia e mão de obra
Os valores abaixo já vêm com uma média brasileira de 2026. Troque pelos seus: é o que separa um número aproximado do seu número.
Custo de máquina: R$ 0,63 por hora. É a depreciação — a máquina se pagando de volta a cada impressão.
Margem, imposto e taxa de venda
Nada do que você digita sai deste navegador. A conta roda aqui mesmo, e nenhum valor é enviado para a FormaOS.
R$ 33,00
- MaterialR$ 4,32
- MáquinaR$ 2,19
- EnergiaR$ 0,40
- PreparaçãoR$ 7,50
- AcabamentoR$ 2,50
- EmbalagemR$ 1,50
- Reserva de falha (7%)R$ 1,29
Repare no tamanho da barra do filamento comparada às outras. É quase sempre menor do que a intuição diz — e é por isso que preço por grama engana.
- Imposto− R$ 0,00
- Taxa do canal− R$ 0,00
Lucro por hora de máquina é o número que diz se vale ocupar a impressora. Duas peças com o mesmo preço podem render muito diferente, e a hora é o recurso escasso — não o preço.
Onde esta página para
Ela calcula uma peça, de uma cor, uma vez. Não guarda o resultado, não separa custo por cor numa peça multicor, não desconta a purga da troca de cor, não aplica a tarifa fixa de marketplace e não congela o preço aprovado. Esse é o trabalho do sistema — e é onde o número deixa de ser uma simulação e vira o orçamento que o cliente assina.
Testar o FormaOS por 14 diasAs sete linhas do custo de uma peça
Quase todo prejuízo em impressão 3D nasce de um custo que tem uma linha só: o filamento. Ele costuma ser a menor delas. Estas são as sete, na ordem em que entram na conta.
- 1. MaterialGramas da peça dividido por mil, vezes o preço do quilo. Use o preço que você pagou no rolo, não o de tabela do fornecedor — e lembre que peça multicor descarta filamento na torre de purga, que também é material comprado.
- 2. Hora de máquinaO valor da impressora dividido pelas horas que você espera tirar dela, vezes o tempo da peça. É a máquina se pagando. Sem esta linha, a próxima impressora sai do seu bolso e não do faturamento.
- 3. EnergiaPotência média em watts, dividido por mil, vezes as horas, vezes a tarifa do kWh. Uma FDM de 350 W e uma resina de 60 W não custam o mesmo para rodar, e tratar as duas por um valor fixo por hora distorce a comparação entre elas.
- 4. PreparoFatiar, ajustar suporte, preparar a mesa. É do lote inteiro, não da peça: preparar uma vez serve para as dez. Dividir por peça infla o preço de quantidade e espanta justamente o pedido grande.
- 5. AcabamentoTirar suporte, lixar, colar, montar. Esse é por peça, e é o item que mais cresce sem ninguém notar — dez minutos de lixa em cinquenta peças são oito horas de trabalho.
- 6. Embalagem e componentesCaixa, plástico-bolha, etiqueta, mais parafuso, ímã e eletrônica que a peça leva. Cada um é barato, e juntos costumam passar o custo de energia com folga.
- 7. Reserva de falhaUma porcentagem sobre tudo que veio antes, porque nem toda impressão termina. Sem ela, o refugo sai do lucro — e a oficina descobre no fim do mês que trabalhou de graça para pagar o próprio retrabalho.
O raciocínio completo, com as contas abertas, está no guia de precificação para impressão 3D.
Margem sobre o preço, não sobre o custo
É o erro mais caro e o mais discreto. Uma peça que custou R$ 100 e foi vendida por R$ 135 não tem margem de 35%: tem 25,9%. A margem sobre o preço se obtém dividindo, não somando.
- Somando 35% ao custoR$ 135,00 → margem 25,9%
- Dividindo por (1 − 0,35)R$ 153,85 → margem 35,0%
São R$ 18,85 por peça de diferença, num erro que parece aritmética de arredondar. Em quinhentas peças no ano, são R$ 9.425 que nunca apareceram em lugar nenhum.
Perguntas frequentes sobre preço de impressão 3D
- Como calcular o preço de uma peça impressa em 3D?Some o custo de cada parte antes de pensar em preço: material (gramas ÷ 1000 × preço do quilo), hora de máquina (valor da impressora ÷ vida útil em horas, vezes o tempo de impressão), energia (potência em watts ÷ 1000 × horas × tarifa do kWh), mão de obra de preparo e acabamento, embalagem e uma reserva para as impressões que falham. Depois divida esse custo por (1 − margem desejada). Dividir é o passo que quase todo mundo erra: somar 40% ao custo dá uma margem real de 28,6%, não de 40%.
- Por que não posso simplesmente cobrar por grama?Porque a grama não sabe quanto tempo a impressora ficou ocupada. Uma peça vazada de 40 g que leva 9 horas e uma peça maciça de 40 g que leva 2 horas consomem o mesmo filamento e ocupam a máquina de formas muito diferentes. Cobrando por grama você cobra igual pelas duas — e a de 9 horas é a que dá prejuízo, justamente a que você mais vai receber.
- Qual margem usar na impressão 3D?Não existe número universal, mas há um piso prático: se depois de descontar custo, imposto e taxa de pagamento a margem real ficar abaixo de 15%, uma única falha no lote come o lucro do trabalho inteiro. A calculadora mostra a margem real, já líquida desses descontos, para você comparar com o que imaginava estar ganhando.
- Preciso incluir a energia na conta? É tão pouco.É pouco por peça e não é pouco por mês. Uma impressora a 120 W rodando 10 horas por dia consome cerca de 36 kWh no mês, que a R$ 0,95 dão uns R$ 34 — por máquina. Com seis impressoras isso vira uma conta de luz que ninguém orçou. Na peça, entra como centavos; no ano, é uma máquina nova.
- A calculadora guarda o que eu digito?Não. A conta roda no seu próprio navegador e nenhum valor é enviado para a FormaOS. Fechando a página, os números somem.